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A resposta não é importante. Procure uma boa pergunta…

Archive for Outubro 18th, 2008

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It´s inside me
I keep tryning to kill it
But it just won´t die…

Isso está dentro de mim
Eu continuo tentando matar essa coisa
Mas ela simplesmente não morre.

Essa pressão de expectativa pulsa na nuca…uma incomoda e infantil certeza de algo tropeçando ao meu redor.
Algo está errado, alguém está errado…acho que não pertenço a este lugar.

Tenho que continuar em movimento, ir atrás das verdades, continuar buscando as pessoas certas, continuar desatando os nós…tentando transformar os trapos num tecido inteiramente novo.
Tudo está num estado de fluxo. Mapas se tornam inúteis, padrões mudam e se contradizem a cada dia, água vira vapor.

Acabado….essa é a palavra, envenenado pelo próprio veneno. Aquele que escondido na mais sombria camada da alma.

Eu…eu acho que perdi, completamente.
Chame do que quiser…função, propósito, razão, fé—tudo.

Tudo acabou…
Afundou no pântano.
Como não fiz propósito algum, talvez tudo fosse nada?
Perdi o chão que piso…
Cai no último obstáculo

Não, não pare…você não pode parar, nunca pare de se mover e não olhe para trás.
Você morre se fizer isso.

Nunca deixe a memória pisar na sua sombra.

Essa coisa esteve se contorcendo em mim, me manda escavar sobre rochas, peneirar desfiladeiros, procurando sempre por algo pior. E cada coisa horrível que levava a mim clamava por um sacrifício.
Como se tivesse hipotecado minha alma para manter meu pequeno monstro quieto e escondido no porão mais profundo do meu coração de pedra…sim, tenho um coração de pedra.

E é infeccioso. Há tanta amargura e raiva…

Um relâmpago procurando uma árvore…uma faca perseguindo uma ferida semi-aberta…um velho procurando sua morte.

Como pude fazer isso comigo?

De onde vem esse medo?
Tão atolado no pântano de minhas pequenas carências…tão fraco.

Como deixar as coisas velhas que nos põe pra baixo e aumentar as chances da esperança?
E por acaso a esperança não é o pior dos males?
Eu tento, mas estou aleijado, com um pé preso na cova do meu passado ridículo.

Quantas frustrações guardo em mim…eu sei, mas não imagino quão importante sou, quanto todos somos.

Eu já poderia ter deixado isso para trás…entrado na onda da mudança. Mas não, ao invés disso me escondi.
Fui morar dentro de mim. É mais seguro…

Eu sou mau, o desespero e a solidão andam ao meu lado. Envenenando tudo e a todos ao meu redor…

Sempre que tento mudar, penso e vejo o quanto sou impotente e fraco…é como me sinto hoje.

Há tanto para fazer e nada para ser feito.

Estou perdido em mim…

Sempre me auto justificando e cheio de remorso. Buscando motivos diferentes daqueles que já conheço.
Mas remorso de quê?

Se preocupar é uma maldição. Não se preocupar é duas vezes pior.

Escolhas e conseqüências. Vontade e potência. Vontade de Potência e quantidade de verdades que suportamos.
A contradição na natureza humana.

É o que me faz continuar, nunca vou desistir…se desistir eles vencem. Mas não sou eu quem ganha com a luta.

Agora vejo, estava cego para qualquer coisa que não fosse minha dor.

Eu queria esquecer, seguir em frente a apenas enterrar tudo. Ser outra pessoa sempre com os mesmo ideais, querendo as mesmas coisas e tendo as mesmas chances.

Enterrei pedaço por pedaço, até não caber mais e não conseguir mais fugir.
Fiz de mim o que não soube, o que podia fazer não o fiz. Perdi-me
Me encontrei tentando dividir, era pra juntar.
Não posso ser tantas pessoas, sou apenas um. Eu, apenas um humano…demasiado humano.

Há coisas impossíveis de esquecer, que se recusam a ser enterradas.
Não vou mais desviar, ignorá-las. Vou em frente, sempre em frente.
Escolhi o caminho difícil, e não há recompensas me esperando se não minha consciência. Minha maior virtude e minha maldição.

Nunca desista, nunca.

Escrito por Vinicius Souza

Outubro 18, 2008 em 2:30 pm

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