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A resposta não é importante. Procure uma boa pergunta…

Archive for Abril 20th, 2009

Escolhas

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Afinal, o que é uma escolha se não colocar alguma coisa acima de todas as outras?
E por que a escolha é tão importante?
Talvez se não tivéssemos escolhas…não tem como supor algo assim, o talvez já é uma escolha, uma possibilidade. Eu queria medir as pessoas pelas escolhas que fazem, mas já superei isso. Meço pela consciência das escolhas que tem, saber que chegou onde chegou por conta própria, pegar a responsabilidade para si e continuar indo em frente.
Fácil, muito fácil falar…eu mesmo falo porque me mantenho longe. Ou como poderia falar das escolhas dos outros?
No meu caso, minha escolha é simples: A Joyce.
Entre ela e o mundo, fico com pena do mundo. Nem chega a ser justo, nem vejo como uma escolha já que ela é a personificação de um provável sentido da vida e mais, bem mais…ela bem mais que a vida.
Voltando ao assunto das escolhas, temos escolhas fáceis, as tecnicamente fáceis, as ilusoriamente fáceis e as mentiras. Sim, a mentira é uma escolha…tanto quanto a verdade se pensar bem. E não, não acredito em escolhas difíceis, decidir é fácil. Agüentar o peso da decisão entretanto…
Minha decisão tecnicamente fácil é sobre minha família, sempre ela. Minha família é como uma bigorna amarrada no meu tornozelo desde que nasci. Eu sei que é por escolha minha, que só me fazem mal porque deixo e seria bem cretino da minha parte dizer que não posso fazer nada a respeito, posso, sempre pude mas não fiz. E o porque? Fácil, eu deixaria de ser um mártir, eu não gostava tanto de mim a ponto de me escolher entre qualquer outra coisa, eu não tinha um motivo tão grande quanto a Joyce…
Mas e daí? Agora ficou fácil decidir? Não. Sempre foi fácil, mas agora que está perto, porque eu recuo? É quase certo de que vão ficar melhores sem eu reclamando ou tomando os problemas deles pra mim, creio que já fiz estragos demais ali. É hora de seguir em frente…racionalmente isso é tão bonito. Mas porque diabos eu não mudo isso de uma vez? Do que estou com medo afinal? Essa é fácil de responder, estou com medo de tudo.
O medo já não me assusta tanto, a Joyce…ela não deixa. Eu devo mais a ela do que jamais vou conseguir dizer. Aquele sorriso, os olhos que se perdem sabe-se lá em que mundo…o jeito dela brigar comigo sabendo que não tenho culpa. Como não amar uma pessoa assim? Essa semana, eu estourei…quase como antes, e ela…me pegou no colo e cuidou de mim como ninguém jamais fez. Não que eu já não soubesse que quero passar a vida toda com ela, mas depois disso a certeza virou algo mais o medo aumentou e ficou de lado. Tudo tem uma importância diferente. Eu já não sou o mesmo, nunca mais vou ser…
Eu queria poder dizer metade das coisas que imagino, se não digo é porque não consigo, ou não quero banalizar. Ela devia estar na minha pele, nos meus olhos, pelo menos por meio segundo. Ai ela saberia do que estou tentando falar aqui. Queria dizer como quando a vi pela primeira vez, que fiquei parado e ela achou que eu não tinha gostado dela, se ela soubesse que eu só não consegui me mexer…que lembro com uma exatidão bizarra daquele momento. Minhas pernas quase viraram geléia e eu me lembro do que pensei, olhei pra ela e disse algo como: “Que tal a gente se apaixonar?” Ela estava com medo, e eu apavorado, senti muito pelo que eu estava pra fazer mas era como se estivesse de frente pra um furacão. Não dava pra evitar, e eu nem queria.
Há um pouco mais de três meses atrás eu não pensava em passar dos 30, hoje tenho planos pra décadas sobrando. Falo em casar, ter filhos, uma família de verdade, sem bizarrices (ou pelo menos tentar).
Eu comecei um pensamento e terminei falando da Joyce, é assim que tudo começa ou termina…é isso o que ela é pra mim, o começo e o fim. E o meio. Ela é tudo…

Escrito por Vinicius Souza

Abril 20, 2009 em 9:37 am

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